2005 segundo tio evil:


Eu poderia discutir assuntos realmente pessoais ( que dizem respeito não a alcunha que carrego online mas sim a pessoa fisíca que sempre aqui escreve ), ou política ( de forma mais séria que o normal para variar ) ou simplesmente como bom blogueiro divagar em assuntos superficiais neste blog, o último post de 2005.

Mas não, sejamos mais claros. Existem duas coisas, dois assuntos básicos aqui. Apesar do nome, leitura este ano para mim se resumiu a Douglas Adams ( pouco tempo, sabe como é.. ) mas cinema e videgame deu muito pano para manga. Interessante que este ano tivemos até uma metamorfose digital com as duas mídias. Foi Final Fantasy VII Advent Children, um dos melhores presentes de 2005 proporcionado por esse mundinho capitalista e consumista que tanto acompanhamos: um filme digital claramente produzido para os gamers, afinal para acompanhar o enredo é necessário ter passado 40hrs na frente da TV jogando Final Fantasy VII no playstation.

Advent Children antes de ser uma peça digital magnífica no uso de tecnlogia de ponta, também possui humanidade, tanto no roteiro como nos personagens; ou vai me dizer que você, fanboy dos personagens, não se emocionou com o final? Ou com a linda abertura? A trilha sonora ajuda muito nessa imersão, clique abaixo e tire a prova.

clique aqui para baixar Final Fantasy VII Advent Children - The Promised Land.mp3

O filme ficou tão bom que eu perdi uma noite inteira de sono escrevendo uma legenda em português para o filme. Ela pode ser adquirida clicando aqui. Eu espero que tenham gostado tanto quanto eu do produto final. E para fechar o assunto de forma justa, eu precisaria comentar o fim da saga Star Wars no cinema, o poderoso Kong no Empire State, o sangue noir de Sin City e o crescimento do personagem de Bruce Wayne em Batmans Begins. Isso seria necessário, mas foda-se, os DVD´s se servem como instrumentos de lembranças, para ver e rever. 2005 foi um ano feliz para amantes de cinema pipoca, de qualidade, claro.

Mas o que mais me consumiu todo tempo ocioso em 2005 ( tempo infelizmente nem sempre na medida que gostariamos ) foi meu Playstation 2. Grandes games chegaram e eu poderia citar vários que me entreteram no ano. Mas um deles foi além, foi uma experiência tão extraordinária que fica díficil enquadrar como mero tempo perdido em jogatina eletrônica, essa experiência se chama Shadow of the Colossus.

O game é minimalista: um herói surge na abertura do game em seu cavalo carregando uma mulher inconsciente. Eles chegam num enorme templo, a garota é depositada num altar e o cara com a espada e um arco e fecha, apenas, sai à caça de 16 gigantescos colossos. Cada um dos 16 gigantes é um show a parte, um espetáculo visual, inovador na forma de jogar, no uso dos cenários, da física do game e até na forma de "escalar" seus inimigos, Shadow of the Colossus tem uma trilha sonora imersiva e cativante, uma história simples mas forte e acima de tudo um game inovador que preza a arte, o belo design ao invéz de contabilizar número de polígonos ou qualidade das texturas. Mostra que videogame finalmente começa a amadurecer como estado de arte e não apenas como puro ( e bem vindo ) lazer.

E existe melhor enredo romântico interativo? Um homem em seu cavalo que derrota 16 gigantes, por amor?

Clique aqui e baixe Shadow of the Colossus - Prologo.mp3 e repita comigo: melhor trilha sonora ever!

O único ponto negativo do game talvez seja sua duração, curto se perto de outros games de 2005. Gran Turismo 4 por exemplo, o supra sumo da simulação automobilistica me consumiu 110 horas de jogo no ano, dúzias de calos nas mãos, algumas dores nas costas, lágrimas e suor com suas meticulosa jogabilidade e os malditos endurances de 24 horas mas muita satisfação em ter um console feito no ínicio do século mas que ainda surpreende com o acabamento de seus jogos.

-Dragon Quest VIII? Esse eu ainda estou degustando e será devidamente comentado.
-Lumines? Puta merda, vicia mais que cocaína.
-Tekken 5 me lembra como a Asuka é boa.
-God of War libera toda testosterona possível.
-Forza MotorSport, finalmente um concorrente à altura de GT e um bom game no XBOX que não tenha saido dos pcs...
-Resident Evil deixou de ser game de moçinha em sua quarta versão.
-The Legend of Zelda: Minish Cap vale um GBA SP.
-Nintendogs é.. legal. ( caham )


2005 tem aquele ar de fim de festa. A saga dos Jedi chegou ao fim, outros filmes muito esperados finalmente foram exibidos, o PS2 apresentou seus últimos grandes games antes da próxima geração de consoles vir e abocanhar o mercado. Bons games, bons filmes e alguma patifaria continuarão a ser comentados, tanto em formato blog, como no já classico formato html no site.


tio evil deseja a todos um feliz 2006!

obs: o template novo um dia sai.

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Mente em Fuga

Capítulo 1:

Seus olhos iam se abrindo lentamente.

Ele já reconhecia aquela sensação. Já conseguia lidar muito bem com ela. Enquanto sua visão -turva e embaçada- ia voltando aos poucos, ele teria de olhar ao seu redor e tentar reconhecer o lugar onde se encontrava.
O importante era manter a calma e não entrar em desespero em hipótese alguma. Mas ele levou anos para descobrir isso. Esse problema ficava cada vez freqüente, e desde os 15 anos ele tentava contornar a situação e buscar uma maneira de se lembrar de tudo:

A primeira vez que isso aconteceu foi em uma casa muito humilde que ele costumava chamar de lar.
Acordou em sua cama, com as pálpebras dos olhos pesadas, com a cabeça latejando de dor.
Acordou com o choro de sua mãe, ainda muito tonto tentava levantar da cama e escutar o que tinha acontecido. Entre choros e soluços abafados, não conseguia juntar tantos pedaços de informação em tão pouco tempo:
- A ponte tinha uns 45 metros – falava quem ele achava que fosse sua mãe.
- Ele não tinha motivo para estar lá - trecho quase inaudível vindo de uma voz fina e esganiçada.
- Vamos encarar os fatos. Ele está... – começou a falar uma voz grave e forte
Nessa hora ele desejou jamais ter levando da cama e ter se apoiado ao lado da porta. Não estava, e ainda hoje não estaria, preparado para escutar aquela notícia de uma maneira tão adulta.
Adulta não era bem a palavra que ele costuma usar. Ainda hoje ele não conseguia achar palavra que descrevesse o momento em que se encontrava: Tonto, quase sem visão, sujo e apoiado numa porta, entreouvindo a conversa que se passava em outro cômodo. Definitivamente adulta não era a palavra certa.
- ... Ele está morto – resumiu A Voz, voz esta que nunca mais voltaria a ouvir.
- E como vamos contar para ele? – Dessa vez ele mal conseguiu reconhecer a voz de sua mãe.
Sua voz estava mudada. Nunca tinha escutado sua voz tão emocionada, tão rouca, tão abatida. Quando seus pensamentos voltaram para o cômodo de baixo, escutou o barulho dos passos vindo em sua direção. Juntou toda sua força de vontade e cambaleou até sua cama, pois aos quinze anos de idade ainda não era capaz de encarar os olhos do que julgava ser quatro ou cinco pessoas, pedindo explicações sobre o que ocorrera. E fingiu estar dormindo.
- Como vamos falar com ele? – perguntou sua mãe.
- Certamente ele terá muito a nos explicar Lourdes, e não o contrário – replicou A Voz.
- Como pode ter certeza disso? Ele estava a mais de 100 metros de distancia, deitado no início da ponte. Não podemos pedir explicações. – suplicou sua mãe.
- É o nosso dever, ele nos deve algumas explicações – respondeu A Voz, irredutível.
- Eu não seria capaz. Pode ser que nem se lembre do que aconteceu! Deve ter sido um trauma! Não exigirei explicações e não deixarei que você o faça. Por favor, vá embora.
Apesar da voz de sua mãe não ter saído como uma ordem, A Voz se retirou do quarto. E ao passar pela porta murmurou em voz alta:
- Ele estava lá Lourdes. Mais cedo ou mais tarde ele irá se lembrar.
Davi fazia um esforço imenso para se manter imóvel debaixo dos lençóis. Acabara de descobrir que estava perto da ponte onde seu amigo Patrique havia caído. Agora suas roupas sujas e rasgadas faziam sentido. Teria mesmo presenciado o acidente? O que realmente aconteceu na ponte? Porque não se lembrava de nada?

Assim como 15 anos atrás, sua cabeça parecia estar explodindo. A diferença é que agora ele sabia como amenizar a dor. Após acordar de seus “apagões”, a última coisa que fazia era tentar se lembrar do que teria acontecido antes. Sabendo que era possível lembrar o que tinha acontecido, deveria se concentrar em saber onde estava.
Estava em movimento, e percebera agora que alguém estava ao seu lado direito.
Por alguma razão desconhecida, ele estava dentro de um ônibus. Onde ele estaria? Para onde estaria indo? Quem era aquela mulher ao seu lado? A dor em sua cabeça não deixava ele lembrar de nada.



Tentativa de escrever algo nas férias, sugestões, criticas & mais nos comentários.
Ass: Tio Beats

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o lendário sheng long encontrado!



HAHAHAHHAAHAH!! Clique aqui e confira um vídeo que prova de uma vez por todas que Jackie Chan é um verdadeiro Street Fighter! Puta merda, o cara fazendo Yatta vestido de Chun Li é o que há!

obs: post com um único propósito, baixar o post do morpheus!

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AH MULEKE!!!!

Não, eu não morri.
Não, eu não ligo pra vocês.
Sim, eu continuo com problemas alcoolicos.
Sim, eu trago coisas divertidas.

Joguinho das bandas

80 bandas, tentem achar todas. Eu consegui 20 e desisti.

Adeus para vocês, até a próxima noite em que eu prove o doce sangue de um inocente e desperte novamente. Ah, doce elixir da vida...

Morram, falando nisso.

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quarta à noite...


Fucking God! Esta passando Billy Elliot na Globo, numa quarta feira à noite!!! É um momento irônico da TV aberta, o que me faz ainda ter esperança na mesma, apesar de tudo.

Filme maravilhoso, me fez deixar de pensar que balé é coisa de viado e encará-lo como uma coisa, bem, uma coisa que eu mesmo não faria nem se tivesse a ajuda de uma assistente social indicada ao Oscar.

Existe uma clara diferença entre coisa de viado e ser viado. Billy Elliot é um bom exemplo disso, e de um bom filme. Foda-se o futebol e viva um bom filme para relaxar, fazia meses ( anos? ) que eu não parava o que estava fazendo ( trabalhando ) para ver TV.

Isso é bom ou ruim?

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Lembra dessa?


Kiyomi Tsukada, mais conhecida por nós como a bela Anri, a ajudante cybernética do Jaspion.

obs: mudei para o firefox, finalmente. e agora percebo como esse blog fica mais podre ainda com esse navegador de abas. Preciso mudar de template, se você entende do assunto e quer me ajudar, me procure no msn: evilgambit@hotmail.com!

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dragon quest


Porque Dragon Quest faz tanto sucesso no Japão? Seria possível dissertar sobre o assunto por horas ou expor um texto gigante que a maioria nem iria ler no blog. Então resolvi condensar toda a teoria num pequeno vídeo.

Clique aqui, desça a tela, clique em free e aguarde o link aparecer.

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Sympathy for Lady Vengeance


Aos 19 anos, na flor de sua juventude, Lee Geum-Ja é injustamente condenada por um crime que não cometeu, o sequestro e assassinato de uma criança. Depois de 13 anos presa, é libertada para por em prática seu meticuloso plano de vingança!

É fácil notar que o grande diferencial nos 3 filmes de Chan-wook Park nunca é o plot inicial e sim como a trama se desenrola, como tudo é magnificamente enquadrado, o uso delicioso da trilha sonora e seus personagens maravilhosos! Cinema quase nunca é criativo no enredo e sim na realização!

Sympathy for Lady Vengeance é bom, um filme acima de tudo bonito, com excelente fotografia mas não é melhor que os outros dois filmes. O diretor coreano desta vez parece mais interessado em fazer um filme bonito ( e isso começa pela atriz, linda ) ao invéz de um filme chocante ( como por exemplo fazendo a protagonista comer um polvo vivo.. ). Isso não chega a ser um ponto fraco, mas com certeza pode frustar alguns fãs. A trama também é muito boa, como nas outras duas partes, tudo começa a se encaixar até chegar ao delicioso final mas pelo menos para mim, sem o mesmo impacto.

Mas no geral é um filme acima da média, principalmente para aqueles que anseiam por algo "diferente", Chan-wook Park é o que você precisa.

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